quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

Eu Sei...

se eu voar sem saber onde vou
se eu andar sem conhecer quem sou
se eu falar e a voz soar com a manhã
eu sei...


se eu beber dessa luz que apaga
a noite em mim
e se um dia eu disser
que já não quero estar aqui
só Deus sabe o que virá
só Deus sabe o que será
não há outro que conhece
tudo o que acontece em mim


se a tristeza é mais profunda que a dor
se este dia já não tem sabor
e no pensar que tudo isto já pensei
eu sei...


se eu beber dessa luz que apaga
a noite em mim
e se um dia eu disser
que já não quero estar aqui
na incerteza de saber
o que fazer, o que querer
mesmo sem nunca pensar
que um dia o vá expressar
não há outro que conhece
tudo o que acontece em mim

Sara Tavares

terça-feira, 25 de dezembro de 2007

Espírito de Natal.

Ontem quando os vi senti-me , novamente, criança. Sei que pode parecer estranho, mas senti-me, mesmo, pequenina.
Vi-os em lugares e em alturas diferentes, embora sejam marido e mulher.
Ele, em sua casa, deu-me um daqueles grandes abraços seguido da expressão: "Olha a minha alegria!".
Ela, já em minha casa, num daqueles dvd's de quando somos pequenos (que a minha avó adora ver) mostrou-me o quanto se pode amar alguém.
Tenho a perfeita noção que fui, durante anos, a neta que sempre quiseram ter. Hoje, e apesar dos seus três netos (todos rapazes, por sinal) sei que ainda sou a "menina deles".
Ontem, graças a eles, recordei como se pode ser feliz com pequenos momentos na vida. Vieram-me à memória as pequenas histórias com cada um deles: o momento de furar as orelhas (porque não poderia ser com mais ninguém senão ela), as tardes passadas nos jardins de Almada (com a paciência interminável dele) e muitos outros momentos que não tenho tempo para contar.
É bom recordar, mas hoje não dá para viver, outra vez, tudo o que vivemos, embora já sejamos mais velhos.
Porque, hoje, ele mora longe (na outra margem do Tejo) e ela ainda mais, num lugar mágico, lá ao pé dos anjos!

Beijos enormes para vocês, onde quer que estejam, da vossa sobrinha,
ARC

segunda-feira, 24 de dezembro de 2007

Feliz Natal!




Jesus,

Daqui a uns dias é Natal. E os mais velhos dizem que Tu nasces no Natal. Que é por isso que se dão presentes, para celebrar o Teu nascimento. É por isso que a família se reúne e há barulho, festa, alegria. Mas eles não olham para Ti, Senhor. Eles passam em frente ao presépio e não param para Te ver. Não vêem que Tu nasces por eles e para eles. Que é por eles que estás nu nas palhinhas. Que é por eles que nasceste na pobreza, na humildade. Porque é que eles não te vêm Senhor?! Eu olho e vejo-Te aí, no meio da Tua mãe, do Teu pai da Terra, dos animais, das palhinhas. Eu vejo-Te e sei que tens frio. Gostava de Te abraçar, se calhar assim o frio passava.

Será que se tivesses nascido no meio da riqueza ia ser diferente? Eles iam olhar para Ti, adorar-Te como Tu mereces?

Toda a gente pensa em presentes, no Natal. Compram-se presentes para o pai, para a mãe, para os manos, mas ninguém Te agradece. Ninguém agradece a mensagem de paz que trouxeste com o Teu nascimento. Ninguém Te dá presentes por isso. Porquê?!

Disseram-me que para que Jesus nascesse, eu tinha que ter um coração arrumado. Só assim é que Ele podia nascer. Porque Tu queres nascer no meu coração Senhor. Eu quero mesmo ter um coração limpinho e arrumado para Ti. E no meu coração não tens que nascer no frio, nem nas palhinhas. Quero ter o meu coração quente para Te receber, Jesus. Achas que consigo contagiar os outros com este calor? Eu sou pequenina, ajudas-me a arrumar e a limpar este coração sujo?




domingo, 23 de dezembro de 2007

Sabia?... Eu não!

P.S.: Sei que o texto nada tem a ver com esta época festiva, mas gostei dele.
O que a maçã nos ensina sobre o óleo vegetal
"Ainda o mundo andava de fraldas e já a maçã era vítima de um sério problema de imagem.
Bastou uma dentadinha de Eva e pronto: para mal dos seus pecados, a maçã nunca mais deixaria de ser alvo de calúnias e associações negativas. E como se Eva não bastasse, também a bruxa da Branca de Neve veio ajudar à festa.
E pergunta você: mas o que é que isto tem a ver com o óleo vegetal? Tudo.
Porque o óleo vegetal, apesar de não ter honras de protagonismo em filmes de animação, é muitas vezes visto como um dos maus da fita na alimentação.
E, no entanto, tal como a maçã, sabemos hoje que, não só essa imagem é errada, como o óleo vegetal pode e deve fazer parte de uma dieta equilibrada.
Não acredita? É natural. São muitos anos de ideias falsas. Mas, já agora, deixe-nos fazer-lhe um pequeno teste. Responda rapidamente: O óleo vegetal tem muito colestrol? Apostamos que respondeu: «Ui!». Pois bem, a verdade é que o óleo vegetal tem apenas 0.0003% de colestrol! Quase zero, portanto. Até um iogurte natural, que tem um teor de colestrol insignificante, tem 20 vezes mais colestrol que o óleo vegetal.
Surpreendente, não é? Mas as ideias erradas sobre o óleo vegetal não acabam aqui.
99% das pessoas, quando pensam em óleo vegetal, pensam em pneus, aterosclorose e outras coisas que nem é bom pensar. Mas, sem querer estar a dizer-lhe que as gorduras não engordam, há gorduras e gorduras.
(...)
Nesta altura está você a pensar: quer dizer que me posso empanturara de batatas fritas!
Não querendo tirar-lhe as batatas da boca, a realidade é que não. O óleo vegetal não é o mau da fita, mas é uma gordura. E não convém abusar. Mesmo assim, a Organização Mundial de Saúde recomenda que entre 15 a 30% das calorias que ingerimos por dia venham de gorduras. Porque, e aqui mais uma vez vai ser surpreendido, algumas gorduras são indispensáveis para o nosso corpo.
Portanto, deleite-se com as suas batatas fritas sem complexos, mas sem abusos.
E no final da refeição, já agora, coma uma maçã."
Centro de Nutrição Fula

sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

Para pensar...

Primeiro há o que uma pessoa sente;
Depois há o que uma pessoa pensa que sente (que não é a mesma coisa);
Que, de qualquer forma, é sempre muito diferente daquilo que uma pessoa diz;
Que por sua vez, é muitas vezes diferente do que se quer dizer;
E é quase sempre bem distinto daquilo que uma pessoa pensou ou sentiu;
Já para não falar do que a outra pessoa pensa que ouviu e que tantas vezes não é o mesmo que se disse!

quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

Para ti minha linda...

Encosta-te a mim...



Tudo o que eu vi
Estou a partilhar contigo.
E o que não vivi
Um dia, hei-de inventar contigo.
Sei que não sei
Ás vezes entender o teu olhar.
Mas quero-te bem.


Porque existem amizades que nasceram há pouco tempo, mas que parecem já de uma vida.

Esta música é só pa ti minha linda... (porque já a sabes só de me ouvir cantar)e porque a letra só faz sentido conosco.
Adoro-te!
Como diz a letra partilho aquilo que já vivi contigo, e o que não vivi sei que é contigo que se vai passar. Sei que posso não te entender só com um simples olhar... (mas havemos de lá chegar).
Desejo-te tudo de bom... quero-te mesmo bem!

terça-feira, 11 de dezembro de 2007

...


Eu, teu Deus, conheço a tua miséria, os combates e as tribulações da tua alma, a fraqueza e as enfermidades do teu corpo; conheço a tua frouxidão, os teus pecados, as tuas falhas. Mesmo assim Eu te digo: Dá-me o teu coração, ama-me como és.
Se esperas ser um anjo para te entregares ao amor, nunca me amarás.
Embora tornes a cair muitas vezes nessas faltas que desejarias nunca conhecer, embora sejas indolente na prática da virtude, não te permito que não ames.
Ama-me como és.

Em cada instante e em cada situação em que te encontres, no fervor ou na aridez, na fidelidade ou na infidelidade, ama-me tal como és.

Quero o amor de teu coração indigente.
Se, para me amares, esperas ser perfeito, nunca me amarás.
Meu filho, deixa-me amar-te, Eu quero o teu coração.
Tenho o cuidado de te formar, mas, entretanto, amo-te como és. E desejo que faças o mesmo, desejo ver, no fundo da tua miséria, subir o amor.
Em ti, até amo a própria fraqueza. Amo o amor dos pobres.
Quero que, da indigência, continuamente se levante este grito: Senhor, eu vos amo.
É o canto do teu coração que Eu procuro.

Acaso necessito Eu da tua ciência e dos teus talentos?
Não são virtudes que Eu te peço; e, se Eu tas concedesse, tão fraco como és, em breve se lhes juntaria o amor próprio.
Não te perturbes com isso.
Poderia destinar-te a grandes coisas.
Não, tu serás o servo inútil; tomar-te-ei até o pouco que tens, pois te criei para o amor. Ama!
O amor te levará a fazer tudo o resto, sem que penses nisso; procura apenas preencher o momento presente com o teu amor.

Hoje, estou à porta do teu coração, como um mendigo, Eu, o Senhor dos Senhores.
Bato e espero; apressa-te a abrir-me a porta, não alegues a tua miséria.
Se tu conhecesses perfeitamente a tua indigência, morrerias de dor.
A única coisa que poderia ferir-me seria ver-te duvidar e perder a confiança.
Quero que penses em mim todas as horas do dia e da noite; não quero que admitas a acção mais insignificante por um motivo que não seja o amor.
Quando tiveres de sofrer, dar-te-ei a força necessária.
Tu me deste amor, Eu te concederei amar para além de tudo o que poderias sonhar.
Mas lembra-te: ama-me tal como és. Não esperes ser um santo para te entregares ao amor, senão, nunca amarás.

domingo, 2 de dezembro de 2007

Fácil de entender (The Gift)

Talvez por não saber falar de cor, Imaginei
Talvez por não saber o que não será melhor, Aproximei
Meu corpo é o teu corpo o desejo entregue a nós
Sei lá eu o ue queres dizer, Despedir-me de ti
Adeus um dia voltarei a ser feliz

Eu já não sei se sei o que é sentir o teu amor,
não sei, o que é sentir, se por falar falei
Pensei que se falasse era fácil de entender

Talvez por não saber falar de cor, Imaginei
Triste é o virar de costas, o último adeus
Sabe Deus o que quero dizer

Obrigado por saberes cuidar de mim,
Tratar de mim, olhar para mim, escutar quem sou,
e se ao menos tudo fosse igual a ti

Eu já não sei se sei o que é sentir o teu amor,
não sei o que é sentir, se por falar falei
Pensei que se falasse era fácil de entender

É o amor, que chega ao fim, um final assim,
assim é mais fácil de entender

sexta-feira, 30 de novembro de 2007

...

"Três semanas antes, vira cair granizo, que passados poucos minutos, dera lugar a um espectacular arco-íris que parecia emoldurado pelas sebes de azáleas. As cores tão brilhantes que pareciam vivas, levaram-no a pensar que, por vezes, a Natureza nos envia sinais, que é importante não nos esquecermos de que ao desespero poderá sempre seguir-se a alegria. Porém, o arco-íris desaparecera instantes depois e seguira-se nova saraivada.
Pecebeu que muitas vezes a alegria não passa de uma ilusão."

Nicholas Sparks em "Uma Escolha por Amor"

Abraçe...

Aproxime-se mais.
Tente sentir do que um abraço é capaz.
Quando bem apertado ele ampara tristezas, sustenta lágrimas, combate incertezas, põe a nostalgia de lado.
É até capaz de amenizar o medo.
Se for cheio de ternura ele guarda segredos e jura cumplicidade.
Um abraço amigo de verdade divide alegrias e se apraz em comemorações.
Abraços são pequenas orações de fé, de força e de energia.

Olhe para o lado: Há sempre alguém que quer ser abraçado e não tem coragem de dizer. Enlace-o.
O pior que pode acontecer é ganhar de volta um sorriso de carinho ou quem sabe, uma palavra sincera.
Você vai descobrir que ninguém está sozinho e que a vida pode ser um eterno céu de primavera.

sábado, 24 de novembro de 2007

Em paz...

Um dia destes alguém me perguntou:
- Tu estás feliz? - Assim, sem mais nem menos, no meio de uma conversa, que estava a tornar-se numa lenga-lenga.
Olhei para as pontas dos meus dedos e, instintivamente comecei a enrolá-los nos caracóis do meu cabelo.
- Estou em paz…
Sim, é verdade.
Enquanto estar feliz, é como estar-se apaixonada, pensa-se que se pode tudo e, tudo ao nosso redor está definitivamente certo, em harmonia com nossos planos, mas lá bem no fundo, existe alguma coisa que diz, que isso pode não ser eterno... qualquer coisa fora do círculo harmonioso do nosso sentir, pode acontecer e a infelicidade bater no nosso coração num instante...
Paz é diferente.
Certas coisas manifestam-se por si só... Só nós as conhecemos, só nós as sentimos...
E mais importante, sabemos que mesmo nos momentos mais infelizes, nos momentos mais críticos, o saldo pode ser positivo.
Tudo muda.
Até os nossos sentimentos e a visão que temos deles.
Enquanto a felicidade, pode ser apenas um instante, a paz pode ser duradoura...
– Que pena... eu queria, apesar de tudo, que fosses feliz.
Eu olhei através da janela e sorri...
Nem todos estão prontos para entender a diferença…


Hoje... estou Feliz...

segunda-feira, 19 de novembro de 2007

Para uma pessoa muito, muito especial!

Photo Sharing and Video Hosting at Photobucket


Hoje pareceu-me ver-te passar por mim na rua. Impossível, diriam aqueles a quem contasse este espisódio.
Mas, realmente, vi-te.

Sei que ja partiste à 8 anos (metade daqueles que tenho) e esta ausência torna-se cada dia mais dificil de suportar.
Não sei se fui a melhor neta do mundo, mas também não me lembro a 100% da nossa relação. Sei que passavas muito tempo a trabalhar, que estava pouco tempo contigo, e que dizem que tinha medo de ti. Duvido que seja verdade. Se fosse, as minhas saudades não seriam tão apertadas como são.

Espero que a tua análise da minha pessoa não seja negativa.
Pelo menos, sinto-me com o coração nas mãos ao escrever este texto, e com as lágrimas a escorrerem-me pela cara.

Não sei, especificamente, para onde foste. Sei que estás ai em cima, a olhar e a tomar conta de mim. Assim como se fosses um anjo da guarda. De certo modo, até és.

Não te esqueças que eu nunca me esqueci de ti, avozinho!
Nunca te deixarei morrer.

segunda-feira, 12 de novembro de 2007

Os amigos de sempre!

Photo Sharing and Video Hosting at Photobucket

O conceito de amizade é algo difícil de definir e complicado de entender. Se há pessoas que acham que se forma a partir do convívio do dia-a-dia, existe, também, quem ache que a amizade não tem barreiras nem fronteiras.
Sendo assim, será que todas as nossas amizades o são na verdade? Ou será que andamos a definir, de forma errada, este conceito? Para mim, amizade é um sentimento que inclui a compreensão, a entreajuda, o perdão, as conversas abertas (sem ninguém ter medo de dizer alguma coisa que tenha feito, porque, de seguida, vai ser criticado) e o orgulho (no outro). Na minha opinião, muitas vezes, quem julgamos ser nosso amigo/a, não o é na verdade. As pessoas tendem a banalizar este conceito e a atribui-lo, por vezes, a quem conhecem há pouco tempo.
Amigo não é aquele que concorda sempre connosco (ao invés de chamar a atenção para as coisas mal feitas), não é aquele que pensa em si próprio e só depois em quem tem ao seu lado. Não necessita de ter muito de que se gabar, de se achar o melhor conselheiro do mundo ou ainda de querer “mandar abaixo” o outro.
Não! Um amigo não é assim. Como disse Menandro:
Feliz aquele que encontra um amigo digno desse nome”. Os amigos não precisam de ser muitos. Precisam sim, de ser bons! Necessitam de ter inteligência e coração suficientes para merecerem a confiança
de alguém (se não de toda a gente, pelo menos a minha).
Por isso acho que os verdadeiros e os melhores amigos são aqueles que nos conhecem muito bem e há muito tempo, e que conseguem perceber, ao mais pequeno sinal, aquilo que sentimos e/ou pensamos. Aqueles que partilham connosco os melhores e os piores momentos da vida. Aqueles que riem, choram, fazem maluquices connosco, adivinham o que pensamos, dizem a mesma palavra ao mesmo tempo.
Os amigos de sempre!
Suposto isto,
os amigos são a melhor coisa do mundo! E os meus (vocês sabem quem são) estão sempre aqui, no meu coração, independentemente de estarem longe ou aqui bem perto!

ARC

P.S.: Este texto foi uma experiência para o meu teste de produção escrita de português amanhã. Está bastante grande e muito pouco criativo. Desculpem.

sábado, 10 de novembro de 2007

"Alma de Pássaro"

«Tudo isto penso, sem nunca te dizer nos “mails”, em vez disso mostro-me interessada na tua viagem, nas aventuras que vais vivendo, nos sítios por onde já passaste. E nunca te pergunto quando voltas. Sei que, quando decidires será por ti e apenas por ti. Agora percebo o que querias dizer naquele almoço, quando falavas de generosidade e de amizade. Esqueceste-te de dizer individualismo. És uma pessoa avulso, Miguel, há procura da tua alma do outro lado do mundo, e eu tenho-a aqui adormecida nas mãos e não sei o que fazer dela, porque a tua alma se fundiu, em tempos com a minha e não consigo olhar para dentro do meu coração sem te ver lá, mesmo que tenhas escolhido outro caminho. Os destinos vivem-se como uma outra vida e eu tento todos os dias – acredita, porque é mesmo verdade - olhar para os dias e enchê-los sem ti. Mas em vez disso, contemplo-os como se não fosse eu a vivê-los, enquanto treino em surdina um verbo novo, que quer queira quer não, vou ter que aprender a conjugar em todos os tempos e modos. O mesmo verbo que me deu força quando a minha mãe morreu: o verbo aceitar. Aceitar que já me amaste, que nada é eterno e tudo muda, que a vida é feita de momentos, que devia estar-te grata por todo o amor que me deste, pela tua frontalidade e sinceridade. Aceitar que o meu amor por ti não te podia roubar a juventude, aceitar a perda e a ausência daqueles que amo. Amar alguém é deixá-lo partir, olhar o céu e ver na dança da lua um momento qualquer em que talvez voltes, sem nada pedir nem nunca esperar… »

Margarida Rebelo Pinto em " Alma de Pássaro"

Para pensares!

Decidi que este seria um "post" escrito por mim, não porque mereças, mas porque, a única forma que tenho de me livrar do que ainda resta de ti, é a escrita.

Não sei o que pensas do que se passou. Se ficaste com a mesma visão que eu. Só sei, que o cansaço e a desilusão me derrotaram, a mim e ao que ainda restava de ti.

Podes pensar o que quiseres. Até podes achar que sou algo hipócrita. Ou não. Não me conheces o suficiente para isso. Não te conseguiste aperceber da minha maneira de ser. Estavas tão concentrado em ti, que nem viste quem estava a sofrer ao teu lado. Não me podes julgar e essa é a maior das minhas satisfações. Poderia enumerar as coisas que tu gostas, mas, pelo contrário, tu não o conseguirias fazer. Poderia deixar aqui os traços da tua personalidade, tu não. Nem sequer o facto de termos discutido, devido à minha personalidade, te ajudaria nesta tarefa. Nem todos somos perfeitos, eu sei, mas há pessoas que tentam pôr os seus defeitos de lado, nem que seja por um instante, e serem pessoas melhores. Tu não. Eras como és, e nem olhavas para ver se tinhas magoado, quem mais gostava de ti. Não foste, e não és, tão adulto quanto pensas. As tuas birras faziam-me lembrar aqueles putos mimados lá do infantário. Querias mudar os meus princípios, as minhas opiniões, os meus instintos... ainda bem que não me deixei levar por isso. Se há coisa que detesto são pessoas que pensam que mandam em mim, que não têm o mínimo de respeito pelas outras pessoas. Tu sabes do que falo.

Sei que pode parecer que estou a ser má, mas esta é a realidade e, por isso, se é essa a ideia que estou a transmitir, é porque tu também não foste, em certa parte, melhor para mim.

Se estás a pensar no quanto cobarde foste naquela altura, lembra-te (embora não me conheças), que para mim as desculpas não se pedem, evitam-se. Sei (e esta pode ser a parte má da minha personalidade a falar, mas que hei-de fazer, também a tenho) que pedir desculpa é fácil, desculpar ainda mais fácil o é... agora perdoar? Não peças aquilo que não consigo fazer. Sei que todos, ou melhor quase todos, merecemos uma segunda oportunidade, mas não ta consigo dar. O rancor, que ainda existe, não mo permite.

Este texto foi escrito para encerrar um capitulo na minha vida. Pode ser, que assim, aquele espaço que era teu possa ser ocupado por outra pessoas no meu coração.

Não tenho mais nada para te dizer. Como diria Eugénio de Andrade: "As palavras estão gastas. Adeus".

ARC

quinta-feira, 1 de novembro de 2007

Às vezes, somos duas pessoas!

"Ele pega-me por um braço, torce-mo até doer, e eu caio de joelhos no chão. Então, ele olha-me de alto e repete: «Pedes perdão?». Observo-lhe os sapatos, com a dor o folêgo começa a faltar-me, por isso abro a boca e sai uma palavra, sim, essa mesma, perdão.
Estamos outra vez sentados, e ele sorri, contente, e diz: «De hoje em diante, muda-se de vida!» e, enquanto ele fala, eu tenho a certeza de que quem disse aquela palavra não fui eu, foi outra pessoa.
Até esse momento nunca tinha reparado que não somos um, somos dois."

Susanna Tamaro em "Para uma voz só"

quarta-feira, 31 de outubro de 2007

Sonhos

Há quem diga que todas as noites são de sonhos.
Mas há também quem garanta que nem todas,
só as de verão.
No fundo isso não tem importância.
O que interessa mesmo
não são as noites em si,
são os sonhos.
Sonhos que o homem sonha sempre.
Em todos os lugares,
em todas as épocas do ano,
dormindo ou acordado.

William Shakespeare

sexta-feira, 12 de outubro de 2007

Citações Preferidas II

A pior das prisões é um coração fechado.
JOÃO PAULO II

Se não conseguirmos encontrar contentamento em nós próprios, é inútil procurá-lo noutro lado.
LA ROCHEFOUCAULD

A alegria é a coisa mais séria da vida.
ALMADA NEGREIROS

Devíamos sempre rir com alguém, não de alguém.
GILBERTO AMADO

A grandeza de um ideal não está em atingi-lo, mas em lutar por ele.
JUAN JOSÉ MEDINA

Integridade é fazer-se aquilo que está certo, mesmo que ninguém esteja a ver.
JIM STOVALL

A medida do Amor é amar sem medida.
SANTO AGOSTINHO

Citações Preferidas I

Somos feitos de carne, mas temos de viver como se fossemos de ferro.
SIGMUND FREUD

É no balanço entre a razão e o coração que está o verdadeiro equilíbrio e a possibilidade de ser feliz.
AUTOR DESCONHECIDO

Fala se estás na posse de palavras mais fortes que o silêncio, senão mantem-te calado.
EURÍPEDES

O modo de dar vale mais do que aquilo que se dá.
PIERRE CORNEILLE

Demora o teu tempo para deliberar, mas quando a altura para agir chegar, pára de pensar e avança.
NAPOLEÃO BONAPARTE

Ganham-se mais batalhas com o sorriso do que com a espada.
WILLIAM SHAKESPEAR

Amigo é aquele que sabe tudo a teu respeito e, mesmo assim, ainda gosta de ti.
KIM HUBBAND

Tão importante quanto amar é, sem duvida, saber acolher todo o amor que nos é dirigido.
AUTOR DESCONHECIDO

Algum tempo depois...

Depois de algum tempo aprendes a diferença, a subtil diferença entre dar a mão e acorrentar uma alma.
E aprendes que amar não significa apoiar-se, e que companhia não significa segurança.
E começas a aprender que beijos não são contratos, e presentes não são promessas.

E não importa o quão boa seja uma pessoa, ela vai ferir-te de vez em quando e precisas perdoá-la por isso. Aprendes que falar pode aliviar dores emocionais.
Descobres que se leva anos para se construir confiança e apenas segundos para destruí-la, e que podes fazer coisas num instante, das quais te arrependeras para o resto da vida.
Aprendes que verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a longas distâncias.
E o que importa não é o que tu tens na vida, mas quem tens na vida.

Aprendes que a paciência requer muita prática.

Aprendes que quando estás com raiva tens o direito de estar com raiva, mas isso não te dá o direito de seres cruel. Aprendes que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém. Algumas vezes, tens que aprender a perdoar-te a ti mesmo.
Aprendes que com a mesma severidade com que julgas, tu serás em algum momento, condenado.
Aprendes que não importa em quantos pedaços teu coração foi partido, o mundo não pára para que o consertes.

E, finalmente, aprendes que o tempo, não é algo que possa voltar para trás.
Portanto, planta o teu jardim e decora a tua alma, ao invés de esperar que alguém te traga flores.
E percebes o que realmente podes suportar... que realmente és forte, e que podes ir muito mais longe, depois de pensar que não se pode mais.
E que realmente a vida tem valor, e que tu tens valor diante da vida!

E só nos faz perder o bem que poderíamos conquistar, o medo de tentar!

WILLIAM SHAKESPEARE

domingo, 7 de outubro de 2007

Ez Special - My Explanation

There must be some explanation
To all my frustrations
Inside my head.
I've always dreamt of what I could be
And I still dream...

I know I can't change my past,
It's time to move on, at last.

I've not always been as strong as I can,
But I know that I had my ups and downs...
I lost myself yesterday...
Time moves moutains...They say...

De do de do
I'm gonna change that tonight!
De do de do
I'm gonna feel allright!
De do de do
Just as long as the stars still shine...

I've tried to do my best all my life,
But times showed me it's not enough to try,
That no one can deny...
I'm gonna get it right this time!

De do de do
I'm gonna change that tonight!
De do de do
I'm gonna feel allright!
De do de do
Just as long,
As long,
As the stars still shine...

I've not always been as strong as I can...

De do de do...

domingo, 23 de setembro de 2007

Acerca deste blogue

Aviso: os textos publicados neste blogue são, maioritariamente, textos que gosto e com os quais me identifico. Não existem, até ao momento, textos da minha autoria. Quem sabe, talvez no futuro, me aventure nesta arte: a de escrever. Não tenciono fazê-lo agora, porque, como disse Rita Ferro Rodrigues, "É preciso viver para escrever".

sexta-feira, 21 de setembro de 2007

Segue o teu coração

"Quando te sentires perdida, confusa, pensa nas árvores, lembra-te da forma como crescem. Lembra-te de que uma árvore com muita ramagem e poucas raízes é derrubada à primeira rajada de vento, e de que a linfa custa a correr numa árvore com muitas raízes e pouca ramagem. As raízes e os ramos devem crescer de igual modo, deves estar nas coisas e estar sobre as coisas, só assim poderás dar sombra e abrigo, só assim, na estação apropriada, poderás cobrir-te de flores e de frutos.
E quando à tua frente se abrirem muitas estradas e não souberes a que hás-de escolher, não te metas por uma ao acaso, senta-te e espera. Respira com a mesma profundidade confiante com que respiraste no dia em que vieste ao mundo, e sem deixares que nada te distraia, espera e volta a esperar. Fica quieta, em silêncio, e ouve o teu coração. Quando ele te falar, levanta-te, e vai para onde ele te levar."

Susanna Tamaro em "Vai Aonde Te Leva o Coração"

segunda-feira, 17 de setembro de 2007

O Sofrimento

"Franz tinha mais ou menos doze anos quando a mãe ficara sozinha com ele, porque um dia, inesperadamente, o pai tinha-se ido embora. Franz suspeitou que se estava a passar qualquer coisa de grave, mas a mãe disfarçou o drama com uma conversa neutra e ponderada para não traumatizar o filho. Foi nesse dia que, ao sairem de casa para dar uma volta pela cidade, Franz percebeu que a mãe tinha dois sapatos desemparceirados. Ficou aflito e quis preveni-la, mas teve medo de magoá-la. Passou duas horas com ela na rua sem conseguir despregar os olhos dos seus pés. Foi então que começou a fazer uma ideia do que devia ser o sofrimento."

Milan Kundera em "A Insustentável Leveza do Ser"

sábado, 15 de setembro de 2007

Adeus

"Já gastámos as palavras pela rua, meu amor,
e o que nos ficou não chega
para afastar o frio de quatro paredes.
Gastámos tudo menos o silêncio.
Gastámos os olhos com o sal das lágrimas,
gastámos as mãos à força de as apertarmos,
gastámos o relógio e as pedras das esquinas
em esperas inúteis.

Meto as mãos nas algibeiras e não encontro nada.
Antigamente tínhamos tanto para dar um ao outro;
era como se todas as coisas fossem minhas:
quanto mais te dava mais tinha para te dar.
Às vezes tu dizias: os teus olhos são peixes verdes.
E eu acreditava.
Acreditava,porque ao teu lado
todas as coisas eram possíveis.

Mas isso era no tempo dos segredos,
era no tempo em que o teu corpo era um aquário,
era no tempo em que os meus olhos
eram realmente peixes verdes.
Hoje são apenas os meus olhos.
É pouco mas é verdade,
uns olhos como todos os outros.

Já gastámos as palavras.
Quando agora digo: meu amor,
já não se passa absolutamente nada.
E no entanto, antes das palavras gastas,
tenho a certeza

de que todas as coisas estremeciam
só de murmurar o teu nome
no silêncio do meu coração.

Não temos já nada para dar.
Dentro de ti
não há nada que me peça água.
O passado é inútil como um trapo.
E já te disse: as palavras estão gastas.

Adeus."

Eugénio de Andrade

sexta-feira, 14 de setembro de 2007

Tributo à Mulher

Não, não me cabe aqui revelar-nos.
Mesmo por que às vezes nem nós nos entendemos.
Choramos facilmente, rimos com o coração.
Nem sempre quando dizemos "não" significa que estamos a dizer "não".
Muitas vezes, quais crianças mimadas, só precisamos que insistam um pouquinho...
Descobrimos que um sorriso pode produzir milagres... e uma lágrima também!
Não há nada mais comovente que uma mulher que chora, ou um sorriso que pode desarmar qualquer homem...
Damos à luz sob uma dor terrível e esquecemo-nos imediatamente dela depois de termos o nosso anjinho nos braços.
Corajosas, frágeis e fortes, vamos à luta sem capacete e sem espada.
Temos um coração ao lado do cérebro.
Não temos músculos, temos garra.
Quando oferecemos um presente a nós próprias, não é porque temos a mania compulsiva de gastar, mas sim porque nos queremos consolar de alguma coisa que falta na nossa vida.
Somos os nossos próprios anjos protectores.
Como mulheres, agimos como mães, para os outros e para nós mesmas.
Não buscamos igualdade!
Mesmo que quiséssemos exercer as várias profissões, como eles, há emoções que correm como turbilhões dentro de nós que jamais poderão ser experimentadas pelo sexo oposto: há a dor e o prazer de oferecer a luz do dia a um anjo!...
Não... jamais haverá igualdade!
Cada um faz sua parte, cada um tem a sua importância, nem menor, nem maior, mas todos somos importantes.
Senhores!!! Não estamos à espera de príncipes encantados montados em cavalos brancos!
Há muito entendemos que esses só existem nos contos de fadas.
Não nos preocupamos com músculos e caras, queremos, nada mais, nada menos, alguém que nos possa amar.
Parece complicado e, no entanto, é tão simples: só precisamos ser amadas!
O resto inventamos depois!
Dentro de nós habita uma fadinha romântica que nem os desenganos nem os anos poderão matar.
Talvez seja essa uma das diferenças básicas entre um homem e uma mulher: o duende morre mais rápido, morre depois da conquista...
Nós, mulheres, seremos sempre... jovens, idosas, maduras, imaturas,
belas, feias, charmosas, mimadas, vaidosas… e sempre, sempre, vai pulsar no nosso peito esse coração de mulher.
Coração que ninguém entende... mas que sabe muitas vezes adivinhar a vida!